Autoconhecimento e Saúde

Acalme sua mente, eleve sua Consciência e acelere sua Evolução.

Não fique para trás. Se você é uma pessoa que não tem tempo a perder, vá direto ao ponto e dê uma nova abordagem às suas inquietações, tensões e ansiedade. Este e-book vai direto à sua necessidade de Autoconhecimento e Autotransformação, através do conhecimento funcional acerca do CORAÇÃO ESPIRITUAL.

Você vai se surpreender com o porquê secreto do Poder do Fator #3, revelado de forma estratégica e direta, para que você se beneficie com a aplicação deste Princípio Universal.

Aplique estes ensinamentos condensados e otimize a forma como você reage com tudo. Descubra detalhes das Leis da Mente que pouca gente sabe.

Você merece ser feliz e viver com mais tranquilidade. Acelere sua Evolução com Sabedoria.

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Eu não sou seu médico mas mesmo assim vou falar.

Eu não sou o seu médico mas eu vou falar sobre 3 fatores que você não pode deixar de ingerir para passar a se sentir mais energizado e motivado durante o seu dia. A menos que você goste de sofrer.

Mas antes vou lhe contar uma história…

Por volta de 1997, eu estava realizando o meu Curso de Médico Homeopata e, recebi no consultório uma jovem com nódulos muito dolorosos nos braços. Pra encurtar a conversa, assemelhava-se a um quadro de Eritema Nodoso, uma doença reumática e, foi aí que eu decidi prescrever um tratamento homeopático. Quando ela retornou na semana seguinte,  os nódulos tinham melhorado o suficiente para ela não se queixar de dor. Ela estava se curando. Sem afetar o estômago. Algumas pessoas não acreditam no poder da Homeopatia. (Elas não sabem o que estão perdendo). A minha paciente ficou grata e curada. E eu?… Fiquei bastante motivado a expandir meus horizontes com a Homeopatia. Tem muita história pra contar.

Milhões de pessoas, nestes 200 anos, se curaram de diversos males com a Homeopatia, sabia?

Voltando ao que eu iniciei lá em cima… e que me motiva a tocar em certos pontos pouco revelados… Os 3 fatores indispensáveis para a sua saúde que mencionei não são sobre a Homeopatia, são sobre a suplementação Ortomolecular (substâncias seguras e funcionais).

Obedecendo ao que a ciência tem trazido de atualização, embora muitos profissionais não tenham este conhecimento, vou te dar agora algo que pode lhe deixar mais energizado e motivado durante o dia:

#1 o Zinco é um mineral com dezenas funções e participa da regulação da testosterona e do hormônio do crescimento, além de ser vital para a defesa orgânica – imunidade, síntese de insulina e proteínas, força muscular. É indispensável à saúde.

#2 o Magnésio, atua no metabolismo, na produção de ATP, no relaxamento muscular, na regulação do ritmo cardíaco, na neurotransmissão e em centenas de reações. Quem sofre de pressão alta precisa conhecer de perto os seus benefícios.

#3 a Coenzima Q10 abastece a mitocôndria, energizando a célula, os músculos, inclusive, otimizando a força do músculo cardíaco. Preste bastante atenção: quem usa sinvastatina (pro colesterol ) ou similares, precisa de Coenzima Q10.

O objetivo aqui não é prescrever estes fatores que aumentam a nossa energia de vida, pois esta atividade é particular, individualizada, e, sim, esclarecer alguns pontos relevantes para nossa saúde e vigor físico. Cabe ao médico saber apontar os detalhes de cada tratamento de forma segura, para quem deseja investir numa saúde mais integral. Ignorar algo pode custar caro pra saúde. Prevenir é tecnologia do Futuro. Muitas pessoas antenadas sentem que precisam mais de prevenção e resultados.

Espero que tenha auxiliado neste breve contato, mesmo não sendo seu médico, foi um prazer convidá-lo a essas orientações. Desejo o melhor pra você.

COMO VIVER MAIS E MELHOR   

Como-viver-mais-e-melhor2

O que os médicos não dizem sobre sua saúde

LINUS PAULING 

Indico este livro a quem ainda desconhece os trabalhos científicos que fundamentam a MEDICINA ORTOMOLECULAR.

Escrito para qualquer pessoa ler, o laureado com dois Prêmios Nobel, Linus Pauling, adota a designação medicina ortomolecular para a preservação da boa saúde e o tratamento da doença, pela diversificação, no corpo humano, de concentrações de substâncias normalmente presentes no corpo e necessárias à saúde (Pauling, 1968B).

Você já pensou em pesquisar mais a respeito?

Lúcio Souza – médico clínico geral, homeopata, ortomolecular, neurolinguista

PNL

O que é PNL 

Tudo no universo comunica algo, que pode ser percebido de forma variável, conforme o momento e de acordo com a capacidade de reconhecimento, aprendizado e tendência de julgamento de cada um.

Cada personalidade apresenta condicionamentos mutáveis que direcionam suas percepções da realidade, conclusões e reações às situações da vida.

O destino de cada um é produto das suas ações e hábitos, baseados nas suas escolhas. Toda escolha advém da expectativa de resultados acerca das demandas da vida e corresponde à habilidade, conhecimento e atitude do ser, demonstrando a sua competência.

A PNL (Programação Neurolinguística) estuda a estrutura desta comunicação interativa, operando transformações capazes de mudar os nossos pensamentos e comportamentos, em busca de aprimoramento e excelência.

Tudo expressa mensagens, pois a vida é movimento, ação e reação. Constantes estímulos nos chegam aos sentidos na experiência da vida. Estes são percebidos e interpretados pelo estado de consciência que cria e recria a realidade que acreditamos como direção das nossas escolhas de ação.

A PNL estuda como o cérebro e a mente funcionam, como nossos pensamentos, sentimentos, estados emocionais e comportamentos se relacionam e como podemos melhorar os resultados de tudo isso.

A PNL é a ciência da linguagem entre perceber, pensar e agir. É a ciência dos resultados, a metodologia do desenvolvimento pessoal, criada na década de 1970, pelos então promissores cientistas John Grinder e Richard Bandler que iniciaram a elaboração de algo novo, capaz de facilitar o êxito de qualquer um.

 Buscavam compreender e desvendar os padrões de abordagens que três grandes terapêutas utilizavam com sucesso para tratar os seus clientes. Frits Perls, criador da “Gestalt-terapia”, Virgínia Satir, terapêuta familiar de sucesso e Milton Erikson, uma referência mundial em hipnoterapia.

 Adicionaram métodos práticos para modelar pessoas com padrões de excelência que têm sido utilizados e ampliados em treinamentos, esportes, vendas, educação, saúde, direito, negócios e em qualquer área que se deseje sucesso.

A “programação” vem da sequência de ações e hábitos para se atingir objetivos; a “neurologia” e a “lingüística”, da forma como pensamos e como usamos a linguagem bem como somos afetados por esta interação, daí o termo Programação Neurolinguística.

“A comunicação representa para o relacionamento o mesmo que a respiração para o viver.”

Virgínia Satir

 Lúcio Souza

 

 LEIA abaixo o capítulo 11 do livro A ESSÊNCIA DA MENTE (Usando o seu potencial interior para mudar) STEVE ANDRÉAS e CONNIRAE ANDRÉAS – Programação Neurolinguística

A ESTRATÉGIA DAS PESSOAS NATURALMENTE ESBELTAS

Talvez você esteja fazendo ou já tenha feito regime para emagrecer, ou tenha
amigos ou parentes que tentam sem cessar perder peso e mantê-lo. Muitas pessoas que fazem regime lutam a vida toda para perder peso, enquanto outras mantêm-se esbeltas sem nenhum esforço.
Fatores para a perda de peso
Problemas de peso podem resultar de inúmeras causas. Um dos pontos básicos para facilitar a perda de peso é adotar a estratégia das pessoas naturalmente esbeltas,
que será apresentada posteriormente neste capítulo. Se quiser perder peso, talvez esta estratégia alimentar seja a única coisa que lhe falta. Pelo menos, será um primeiro passo para você se tornar uma pessoa naturalmente esbelta. Algumas pessoas que querem perder peso já possuem esta estratégia. Precisam apenas de outras mudanças para tornar possível a perda de peso. Em outros casos, aprender esta estratégia alimentar é um passo importante, mas são também necessárias outras mudanças.
Por exemplo, as pessoas às vezes comem demais quando estão infelizes ou
estressadas, porque comer é uma forma simples de ter prazer na vida. Lidar com a infelicidade ou reduzir o estresse em geral elimina a necessidade de comer demais.
Muitos dos métodos descritos neste livro podem ser usados para este fim.
Outras pessoas comem razoavelmente bem, mas não fazem exercícios físicos suficientes para manter o peso. Encontrar uma maneira prazerosa de se exercitar, e que combine com o seu estilo de vida, é em geral um fator importante. A motivação positiva, sobre a qual falaremos mais no Capítulo 14, também pode ser útil.
Algumas mulheres não têm uma maneira positiva de reagir a cantadas sexuais.
Estar acima do peso, e deixar de ser atraente por isso, pode ser uma maneira eficiente de evitar tais situações. Quando se aprende a reagir bem ao flerte e a dizer “não” com firmeza quando necessário, a necessidade de ter um peso acima do normal desaparece.
Outros fatores, por vezes, estão relacionados ao problema de peso. Já que cada pessoa é especial, nossa abordagem é sempre encontrar o elemento-chave em cada caso. Como a estratégia das pessoas naturalmente esbeltas oferece uma base para uma perda de peso adequada e fácil, nós a apresentaremos com mais detalhes.
Posteriormente, neste capítulo, daremos um guia passo a passo, para que o leitor possa treinar e aprender a estratégia sozinho.

Descobrir a estratégia para se tornar naturalmente esbelto

Quando estava na faculdade, às vezes me diziam: “Nossa, você tem sorte de ser tão magra! Eu não sou assim. Meu tipo físico é outro”. Essas pessoas achavam que ser “magro” ou “gordo” era um acidente genético que não podiam controlar, e na época eu também acreditava nisso. Só voltei a pensar no assunto muitos anos depois, em 1979, quando estava ensinando a estratégia de PNL num seminário.
Quase por acaso, descobri a estratégia ou “seqüência de pensamento” que
possibilita às pessoas tornarem-se naturalmente esbeltas. Conheci uma mulher que queria conhecer sua estratégia para decidir quando e o que comer. Clara estava mais de 50 kg acima do seu peso e queria emagrecer. Sua seqüência de pensamento era muito curta, e mostrava claramente por que ela era tão gorda: Ver a comida  comer. Eu não acreditava muito que uma pessoa quisesse comer sempre que visse comida; então resolvi fazer um teste com Clara. Havia um pouco de comida na sala onde estávamos
dando o seminário, e, de fato, assim que ela viu a comida, foi levada a comer. Ela não levou em consideração se estava ou não com fome, se a comida era ou não gostosa, se comer a afetaria ou não.
Comecei a criar uma estratégia alternativa para Clara, a fim de dar-lhe uma
melhor maneira de selecionar quando e o que comer. Meu objetivo era que ela tivesse uma maneira de se manter naturalmente esbelta. Mais tarde, pensando no assunto, deime conta de que usara minha própria estratégia! Era isso que tinha funcionado para mim durante anos. Nos últimos dez anos, ensinamos muitas outras pessoas a usar esta estratégia para selecionar o que comer, e recebemos informações de que elas perderam peso naturalmente, sem esforço.
A maioria dos estudos sobre obesidade examinam as pessoas que têm problema de peso e como elas reagem a diversas dietas e métodos terapêuticos. Ao contrário, muitos dos padrões de PNL foram criados na tentativa de descobrir o que fazem as pessoas que conseguem manter o peso com facilidade. Uma vez que descobrimos o que fazem as pessoas naturalmente esbeltas, foi possível ensinar essa habilidade aos outros.
As pessoas naturalmente esbeltas não se sentem obrigadas a serem magras. Não se sentem mal por “terem deixado de comer bem” e não restringem sua dieta. As que estão de regime fazem tudo isso. Ao invés de travar uma batalha constante com a comida, é muito mais fácil aprender a pensar e reagir da maneira que as pessoas naturalmente esbeltas fazem. A partir de nossas observações, pudemos verificar que a maioria das pessoas naturalmente esbeltas fazem o que eu faço, e as pessoas que têm problema de peso não. Eis o método que eu uso.
Estratégia das pessoas naturalmente esbeltas

  1. Em primeiro lugar, algo me faz pensar em comida. Os motivos podem ser vários: percebo que está na hora do almoço, alguém fala em comer, sinto fome ou vejo comida.
    2. Verifico como está o meu estômago.
    3. Pergunto-me: “O que cairia bem no meu estômago?”
    4. Visualizo um alimento qualquer: um sanduíche, um prato de sopa, uma salada etc.
    5. Imagino que estou ingerindo qualquer um desses alimentos. Penso no gosto da comida, sinto o alimento descendo pelo estômago e depois imagino como essa quantidade do alimento escolhido vai “bater” mais tarde no meu estômago se eu comer agora.
    6. Se achar que essa sensação posterior é melhor do que não comer nada, mantenho o alimento como uma possibilidade. Se não, deixo-o de lado.
    7. Depois, visualizo outro alimento que poderia ingerir.
    8. Imagino estar provando este segundo alimento, sinto-o descer para o meu estômago e ficar dentro do meu organismo nas horas seguintes.
    9. Observo minha sensação. Gosto mais desta segunda escolha? Se for o caso, mantenho este segundo alimento na mente, para compará-lo à minha próxima escolha.
    10. Repito os passos 7,8 e 9 várias vezes, sempre pensando no tipo de alimento que me daria a melhor sensação após tê-lo ingerido. E comparo cada nova possibilidade com as anteriores.
    11. Quando sinto que já comparei um número suficiente de opções, como o alimento que me fará sentir-me melhor após tê-lo ingerido.
    A pessoa naturalmente esbelta poderá estar pensando, “Mas isso é óbvio. De que forma uma pessoa escolheria o que comer?” Mas a pessoa que tem problema de peso raciocina de outra maneira. Talvez pense: “E o que a faz deixar de comer chocolate, sorvete e outras comidas que engordam?!”
    A resposta é “nada”. De vez em quando, como alimentos que engordam, em geral em pequenas porções. Nada me impede de comer alimentos que engordam. Entretanto, normalmente não tenho vontade de comê-los, pois, quando paramos para pensar, a maioria das comidas que engordam nos fazem mal algum tempo depois. Se me imagino comendo um prato inteiro de rodelas de cebola frita, a sensação de ter de digeri-las a tarde toda não é nada convidativa. Se penso em comer vários potes de sorvete na hora do almoço, imaginar o sorvete no meu estômago pelo resto da tarde me dá a mesma sensação desagradável, pesada.
    Por outro lado, se imagino um prato de sopa de legumes a sensação que este alimento vai causar no meu estômago e no meu organismo pelo resto da tarde, sinto-me bem melhor. No meu caso, esta experiência é muito mais atraente, e é por isso que em geral a escolho.
    Sem dúvida, cada pessoa reage de maneira diferente a diferentes tipos de comida.
    Um sanduíche de peru ou uma salada de camarão podem fazer uma pessoa sentir-se bem o resto da tarde. Devemos nos lembrar que o que nos faz bem num dia pode não nos fazer bem no dia seguinte. Nosso corpo muda à medida que reagimos aos acontecimentos: o que comemos no dia anterior, nossas atividades, se temos dormido o
    suficiente, se estamos com frio ou calor etc. Qualquer alimento será atraente se não tivermos comido nada nos últimos três dias.
    O que fazer quando se come demais?
    Outra diferença entre as pessoas naturalmente esbeltas e as que estão sempre fazendo regime reside no que elas fazem quando comem demais algum alimento que engorda. Todo mundo exagera de vez em quando. Quando as pessoas que estão de regime comem demais, geralmente pensam: “Não consegui me controlar. Acho que sou
    um glutão. Vou ser gordo a vida toda, então é melhor me acostumar. Como não consigo seguir uma dieta, é melhor comer o que quiser e saborear a comida”. Uma forte sensação de depressão ou de baixa estima mantém vivo esse padrão.
    Por outro lado, eis um exemplo do que as pessoas naturalmente esbeltas fazem quando comem em excesso. Recentemente, demos uma festa em nossa casa, com jantar e várias sobremesas. Comi demais, muito mais do que como normalmente. Quando a festa acabou, notei que estava enfastiada — não apenas satisfeita, como fico
    normalmente, mesmo quando como bastante. Passei o resto da noite consciente do desconforto em meu estômago. “Que bom que estou sentindo isso”, pensei. “Não vou mais comer dessa maneira durante um bom tempo.” A experiência de ter comido em excesso deu-me a informação de que precisava para me motivar a comer deforma mais
    moderada no futuro. No dia seguinte, quando pensava no que comer, escolhia apenas pequenas quantidades de alimentos que continham pouco ou nenhuma gordura ou açúcar. Não porque achasse que tinha de comer esse tipo de comida; elas me atraíam naturalmente naquele momento.
    Por que funciona
    A estratégia das pessoas naturalmente esbeltas baseia-se em sensações boas — mais prazer e menos proibições. Quando se começa a pensar como as pessoas naturalmente esbeltas, não é mais necessário usar “obrigações” e “regras” para se obrigar a comer de forma a perder peso. As pessoas que comem demais em geral prestam atenção apenas ao gosto agradável da comida. Por outro lado, a estratégia das pessoas naturalmente esbeltas ensina a pensar no que vai nos proporcionar a melhor sensação a longo prazo. Comer sorvete demais pode ser agradável na hora, mas, se imaginarem como o estômago e o organismo vão se sentir depois de um excesso de
    açúcar e gordura, as pessoas perceberão que a longo prazo não é tão agradável assim.
    Essa estratégia funciona mesmo quando não contamos as calorias. Nosso corpo se lembra da reação a algo que já ingeriu. Isso cria uma motivação interna automática para comer bem — porque, no fim das contas, é mais agradável comer dessa maneira.
    A diferença entre estar com fome e outras sensações
    Greta queria perder peso e não tinha encontrado uma dieta que funcionasse para ela. Quando lhe falei da estratégia das pessoas naturalmente esbeltas, demonstrou interesse. Greta não acreditava que fosse possível perder peso sem esforço, mas achou que valia a pena tentar. Se funcionasse, seria um alívio.
    Comecei ensinando a Greta os passos indicados anteriormente. “Imagine-se num restaurante, enquanto pensa o que vai almoçar. Leia o primeiro item do cardápio. O que é?”
    “Um empadão”, respondeu.
    “Muito bem. Imagine um empadão… Agora, imagine que está comendo o empadão e sinta como ele ficaria no seu estômago pelo resto da tarde.” Prestei atenção aos sinais não-verbais de Greta, para saber se estava seguindo minhas indicações, usando a parte do seu cérebro capaz de seguir cada um dos passos. Ela saiu-se bem até o passo sobre a “sensação”.
    “Quer que eu sinta se estou ou não saciada?”, perguntou.
    “Não se trata de saber se está saciada ou não”, respondi. “Trata-se do tipo de sensação que tem no estômago. Se comer um empadão com recheio de queijo, a sensação será muito diferente da que teria se comesse um prato de legumes.”
    Greta parecia confusa. “Não sei do que está falando”, disse. “Acho que nunca percebi uma diferença de sensações. Sei a diferença entre me sentir bem ou mal, ou desconfortável. Se me sinto desconfortável, então como.”
    Algumas pessoas que comem demais são como Greta. Não sabem diferenciar os vários tipos de sensações. Nem aprenderam a diferenciar o tipo de vazio que significa “Estou me sentindo só” da sensação de fome, que é um sinal para se comer. Levei algum tempo para ajudar Greta a diferenciar suas várias sensações emocionais.
    “Se todas as suas sensações emocionais estiverem classificadas em dois grandes blocos, “boas” ou “más”, quando se sentir mal não saberá o que fazer para se sentir melhor. Não saberá quando comer, quando convidar um amigo para um cinema ou quando fizer qualquer outra coisa que satisfaça suas necessidades”, eu disse. “Você passará a perceber a diferença se prestar atenção aos sinais internos, se observar que ações a fazem sentir-se melhor. Se tiver uma sensação desagradável e uma visita a amigos a fizer sentir-se melhor, você começará a reconhecer aquele tipo de desconforto como um sinal para visitar um amigo. Se sentir uma sensação desagradável e depois de
    comer a sensação ainda continuar, provavelmente a sensação não era de fome. É um sinal de que deseja outra coisa. Talvez esteja com raiva de alguma coisa e precise resolver esta questão. Talvez esteja entediada e queira fazer algo interessante ou empolgante.”
    Greta compreendia o que eu dizia e começava a diferenciar a sensação de fome das demais. Mesmo assim, ainda tinha dúvidas. “Nunca fiz isto antes; portanto, não tenho experiência. Não sei a sensação dos diferentes tipos de comida no meu estômago.
    Então como vou aprender e comer desta maneira?”, perguntou.
    “Neste momento, enquanto está aprendendo a estratégia, pode supor como seu estômago vai reagir a cada alimento a longo prazo. Não importa se vai acertar ou não, desde que use o sinal posterior para rever suas impressões. Após ter ingerido um alimento, observe como se sente. E a cada vez que se alimentar perceberá melhor o tipo
    de sensação que cada alimento provoca.”
    Expliquei a Greta que, com o tempo, fui ficando cada vez mais específica em minhas previsões. Quando era mais jovem, muitas vezes comia demais, ou comia alimentos que me faziam mal depois. Esse tipo de experiência era exatamente do que eu precisava para ter mais informações a respeito de como iria sentir posteriormente certos
    alimentos. De vez em quando, eu até sabia que um alimento ia me causar desconforto,
    mas esse meu “conhecimento” não era muito real ou suficientemente forte. Cada vez que comia demais, observava como meu corpo reagia. Passei a ter uma experiência profunda do desconforto, e da próxima vez pensava duas vezes antes de ingerir aquele alimento. Todo mundo aprende com a experiência. E qualquer erro de previsão deve ser
    motivo de alegria, porque ele nos dará mais experiência no futuro.
    Levamos mais algum tempo repetindo o processo para que se tornasse automático para Greta. Prestei atenção às pistas não-verbais (ver Anexo I) que indicavam que ela realmente estava realizando cada uma das etapas de maneira adequada.
    Cerca de um ano e meio depois, Greta nos contou que sua nova estratégia de alimentação tinha dado resultados. Havia perdido peso rapidamente, sem esforço.
    Embora tivesse, uma ou duas vezes, comido em excesso, conseguira interromper o processo, passando a comer pequenas quantidades durante vários dias, para que seu estômago voltasse ao tamanho normal. A partir daí, foi mais fácil para ela observar como seu estômago reagia a diferentes tipos de comida.
    Qual é o peso normal?
    Quando a pessoa usa a estratégia das pessoas naturalmente esbeltas, passa a manter o seu peso “normal”. Este peso varia de pessoa a pessoa, dependendo de fatores genéticos, do nível de atividade e da maneira de pensar. Dependendo do seu tipo genético e de sua maneira de pensar, algumas pessoas serão mais pesadas do que outras.
    A idéia de que alguns de nós têm um “peso predeterminado” ao qual nosso corpo retornará é bastante difundida na literatura sobre controle de peso. Achamos que esse
    “peso predeterminado” muda quando a pessoa adota uma nova estratégia alimentar.
    Quase sempre, as pessoas passam a ter um peso “normal” mais baixo.
    Adaptação às alergias alimentares
    Pessoas que sofrem de alergias alimentares ou de doenças que exijam uma dieta especial, como o diabetes, também podem usar outros critérios para selecionar ou evitar certos alimentos. Entretanto, enquanto os efeitos nocivos não forem muito graves e ocorrerem dentro de algumas horas, esta estratégia alimentar funciona bem. Se alguém
    tem alergia a milho, por exemplo, e imagina como irá se sentir a médio prazo se comer milho, poderá notar as sensações alérgicas, perceber como são desagradáveis e escolher outro alimento. Esta estratégia ajudará as pessoas que são alérgicas ou sensíveis a alguns tipos de alimento a evitá-los, sem criar conflito interno. (Ver também capítulo 4, “Como eliminar reações alérgicas”.)

Como recuperar a sensação corporal
Greg pediu-me que o ajudasse a aprender a estratégia das pessoas naturalmente esbeltas, porque conhecia pessoas que tinham obtido bons resultados com ela. Quando comecei a ensinar a Greg a estratégia, ele disse logo que não poderia aprendê-la, pois não sentia nada da cintura para baixo.
Experiências muito traumáticas na infância fizeram com que Greg “decidisse”,
ainda bastante criança, que não valia a pena ter sensações corporais. Era necessário cuidar dessas experiências emocionais do passado antes que Greg pudesse sentir-se seguro para ter sensações corporais. Usei os métodos descritos nos capítulos 3 e 6 para lidar com sua infância traumática. Isto lhe trouxe outros benefícios, que foram ainda
mais importantes do que a perda de peso.
Passos da estratégia das pessoas naturalmente esbeltas
É possível adquirir a capacidade de escolher melhor os alimentos. Seguindo todos
os passos seguintes com cuidado, você poderá alimentar-se como fazem as pessoas
naturalmente esbeltas.
1. Encontre um lugar onde possa ficar durante vinte minutos sem ser
interrompido.
2. Pense primeiro numa coisa: Como sabe que está na hora de se alimentar:
Quando vê a comida? Quando ouve alguém dizer que está na hora do almoço? Quando
sente fome? Você pode também imaginar que está sentado à mesa onde se encontra a
comida, olhando dentro da geladeira ou examinando um cardápio.
3. Preste atenção à sensação do seu estômago. Observe a qualidade da sensação.
Não se trata apenas de saber se está saciado ou esfomeado, mas como se sente o seu estômago. Dependendo do que comeu da última vez, se está tenso ou relaxado, a sensação será diferente. 4. Pergunte-se: “O que cairia bem no meu estômago agora?” Não precisa dizer isto em voz alta, apenas pense na pergunta.
5. Pense num determinado alimento, algo que poderia comer. Imagine um
sanduíche de peru, um doce, um prato de sopa de legumes, uma salada, ou qualquer
outra coisa.
6. Agora, imagine que está comendo uma porção do alimento escolhido. Se
pensou no sanduíche de peru, sinta a sensação enquanto a comida desce para o estômago. Pense em como se sentirá quando o sanduíche estiver no seu estômago e como seu corpo se sentirá nas horas seguintes.
7. Agora, compare esta sensação com a que tinha no estômago antes de imaginar que estava se alimentando. Qual das duas sensações prefere? Será que a médio prazo vai se sentir melhor, tendo comido o sanduíche do que se tivesse ficado sem comer? Se a resposta for positiva, mantenha a possibilidade de comer o sanduíche. Se negativa, descarte a possibilidade. Observe que está decidindo com base naquilo que lhe dará maior prazer a médio prazo. Não há motivo para comer algo que o faria sentir-se mal
pelo resto do dia.
8. Agora, visualize outro alimento. Talvez um doce.
9. Agora você vai descobrir se quer realmente comer o doce. Imagine-se
comendo o doce e sinta-o descendo para o seu estômago. Observe a sensação de estar
com o doce no estômago nas horas que se seguem. Como se sente?
10. Compare a sensação do passo 9 com a melhor sensação que teve até agora
(passo 7). Como esta sensação se compara com a que teria tido caso tivesse comido o sanduíche? Qual das duas sensações é mais agradável? Qual das duas o faz sentir-se melhor? Guarde na mente o alimento que lhe dá sensação melhor e mais duradoura.
11. Repita o mesmo processo (passos 8, 9 e 10) com outros alimentos. A cada
vez, guarde na mente o alimento que o faz sentir-se melhor durante mais tempo.
12. Quando tiver comparado um número razoável de alimentos, de forma que o
processo se torne natural, decida qual alimento lhe parece melhor. Agora, imagine que
está comendo o alimento escolhido e sinta a satisfação que ele lhe proporciona.
Repetição extra
O método básico já foi exposto. Para ter certeza de que continuará a usá-lo de
maneira automática, você deve imaginar cada um dos passos em várias situações
diferentes. Imagine-se no seu restaurante predileto. Retome cada um dos passos, para
escolher o que vai comer nesta situação. Depois, imagine-se em uma festa, e repita os
passos. Imagine-se tomando café da manhã em casa, e repita os passos. Quando os
passos se tornarem naturais, é um sinal de que o processo está se tornando automático e de que você poderá aplicá-lo no futuro da mesma maneira automática como antigamente escolhia a comida.
Agora, pense em alguma situação específica na qual comia em excesso no
passado. Há pessoas que comem demais em festas, outras que apenas o fazem quando
estão sozinhas. Outras só comem em excesso um determinado tipo de comida: sorvetes, chocolates, pizza, comida chinesa etc. Repita novamente os passos em qualquer situação na qual costumava comer em excesso, para ter certeza de que a nova estratégia também foi assimilada naquela situação.
Saber quando parar de comer
A mesma estratégia permite à pessoa saber quando parar de comer. Sempre que
estiver prestes a engolir outro pedaço, imagine como seu estômago vai se sentir dali a
pouco. Você poderá parar no momento em que se sentir mais desconfortável do que se
sente agora. Esta é uma maneira natural de parar de comer assim que se sentir saciado.
Quando este processo tiver se tornado um hábito, é o que vai lhe acontecer rapidamente,
sem ter de parar para pensar no assunto.
Há pessoas que acham que devem comer tudo o que está no prato. Muitas comem
tudo para “não jogar comida fora”, esquecendo-se de que a comida é jogada na cintura!
Se você pensa assim, pode comer pequenas porções, para sentir-se à vontade para repetir até ficar saciado. Outra maneira de lidar com essa situação é usar pratos pequenos. Pode parecer bobagem, mas ajuda as pessoas a comerem menos. É mais
difícil colocar muita comida em um prato pequeno, portanto a pessoa não vai comer “apenas porque a comida está no prato”. Claro que sempre é possível repetir o prato, mesmo pequeno, mas neste caso trata-se de uma decisão consciente, e não de uma compulsão automática.
Observar os resultados
Após ter aprendido a estratégia das pessoas naturalmente esbeltas, é necessário observar como ela está funcionando. Na maioria dos casos, este método não provoca uma grande perda de peso, que geralmente não é duradoura. O resultado é uma perda gradativa que se mantém.
Como já dissemos antes, a perda de peso está sujeita a muitos fatores. Quando todos eles funcionam, a pessoa se mantém naturalmente esbelta. Se a estratégia das pessoas naturalmente esbeltas é o único elemento que falta, aprendê-la vai facilitar a perda de peso. E se outros elementos estiverem faltando, será mais fácil notá-los.
Outros métodos de PNL para perder peso
O padrão swish, apresentado nos capítulos 16 e 17, pode ajudar as pessoas a aumentar a auto-estima e estabelecer objetivos para facilitar a perda de peso. A motivação positiva (Capítulo 14) ou um futuro propulsor (Capítulo 18) são fatores tão essenciais quanto qualquer outro. Às vezes, o excesso de peso tem um propósito positivo (ganho secundário), como por exemplo o desejo de ser independente de pais que se preocupam com o excesso de peso. Neste caso, a Re-modelagem em Seis Etapas (Capítulo 7) oferece novas alternativas positivas. No Capítulo 15, relatamos a jornada de uma mulher para atingir o seu peso ideal.
Às vezes, uma única sessão provocará a perda de peso. Entretanto, se vários
outros fatores que facilitam a manutenção do peso estiverem faltando, o sucesso dependerá de se aprender, pacientemente, uma capacidade após a outra, até que todas as habilidades necessárias tenham sido adquiridas.
“Nunca resisto à tentação, porque descobri que as coisas ruins não me tentam.”
GEORGE BERNARD SHAW

Yoga

Kriya Yoga

Paramahansa Yogananda

yogananda color

Kriya Yoga é um método simples, psicofisiológico, pelo qual o sangue humano se descarboniza e volta a oxigenar-se. Os átomos deste extra-oxigênio transmutam-se em corrente vital para rejuvenescer o cérebro e os centros da espinha. Sustando a acumulação de sangue venoso, o iogue pode diminuir ou evitar a degeneração dos tecidos. O iogue adiantado transmuta suas células em energia.

Elias, Jesus, Kabir e outros profetas foram, no passado, mestres no uso de Kriya ou de uma técnica similar, pela qual eles materializavam ou desmaterializavam seus corpos à vontade.

Kriya é uma ciência antiqüíssima. Láhiri Mahásaya recebeu-a de seu grande guru, Bábají, que redescobriu e purificou esta técnica depois da Idade Média, época em que esteve perdida. Bábají batizou-a de novo, simplesmente, de Kriya Yoga.

Kriya Yoga é um instrumento que pode acelerar a evolução humana – explica Sri Yuktéswar a seus estudantes. – Os antigos iogues descobriram que o segredo da consciência cósmica se liga intimamente ao domínio da respiração. Esta é a contribuição sem par, e imortal, da índia, ao tesouro de conhecimento do mundo. A força vital, que comumente se emprega para manter a pulsação cardíaca, deve tornar-se livre para atividades superiores por meio de um método que acalme e deteriore as demandas incessantes da respiração.

O Kriya Yogi dirige mentalmente sua energia vital para cima e para baixo, a fim de fazê-la girar em torno dos seis centros espinhais (plexos medular, cervical, dorsal, lombar, sacro e coccígeo), correspondentes aos doze signos astrais do Zodíaco, o Homem Cósmico simbólico. Meio minuto de revolução da energia ao redor do sensitivo cordão da espinha, efetua progressos sutis na evolução do homem; esse meio minuto de Kriya equivale a um ano de desenvolvimento comum.

Kriya Yoga nada tem de comum com exercícios respiratórios anti-científicos ensinados por certos fanáticos extraviados. Tentativas de reter a respiração nos pulmões, até o exagero, são artificiais e decididamente desagradáveis, A prática de Kriya, ao contrário, é acompanhada, desde o início, por sentimentos de paz e sensações suavizantes, de efeito regenerador na espinha.

Esta antiga técnica iogue converte a respiração em substância mental. O adiantamento espiritual permite ao devoto conhecer a respiração como um conceito, um ato da mente: ela é, pois, uma respiração de sonho.

Com alimentação apropriada, luz solar e pensamento harmoniosos, homens que se deixam guiar apenas pela Natureza e seu divino plano, alcançarão a experiência de Deus em um milhão de anos. Necessitam-se doze anos de vida normal saudável para que se efetue o mais leve refinamento na estrutura do cérebro; um milhão de anos solares são precisos até purificar o alojamento cerebral o suficiente para que manifeste a consciência cósmica. Um Kriya Yogi, entretanto, pelo exercício desta ciência espiritual, livra-se da necessidade de um longo período de cuidadosa observância das leis naturais.

Kriya Yoga é o verdadeiro “rito do fogo”, muitas vezes enaltecido no Gíta. O iogue arroja seus anseios humanos numa fogueira monoteísta consagrada ao Deus incomparável. Nesta autêntica cerimônia do fogo, todos os desejos passados e presentes são o combustível consumido pelo amor divino. A Flama Última recebe em holocausto a derradeira loucura humana e o homem se vê livre de escórias. Seus ossos metafóricos despojados de toda carne sensual, seu esqueleto cármico branqueado pelos sóis anti-sépticos da sabedoria, sem ofensas ao homem e ao Criador, ele se encontra – finalmente – limpo.
Paramahansa Yogananda
Autobiografia de Um Iogue, capítulo 26

QUEM NUNCA USOU ORTOMOLECULAR?

 Considerado pela revista New Scientist, um dos maiores 20 cientistas de todos os tempos, Linus Pauling (1901-1994), Prêmio Nobel da Química em 1954 e da Paz em 1982, pesquisava e recomendava o uso diário de vitaminas e minerais, propondo o termo “Medicina Ortomolecular para a preservação da boa saúde e o tratamento da doença, pela diversificação, no corpo humano, de concentrações de substâncias normalmente presentes no corpo e necessárias para saúde” (Pauling,1968).

Conforme a Resolução 1500/98 do Conselho Federal de Medicina, cito o Art° 1: “Os termos prática ortomolecular, biomolecular e oxidologia, habitualmente empregados, serão considerados equivalentes referindo-se à área médica que visa atingir o equilíbrio das células e das moléculas do corpo humano por meio de intervenções terapêuticas”.

Assim, sendo, QUEM NUNCA USOU ORTOMOLECULAR ? Qual médico nunca orientou ou mesmo prescreveu tais substâncias e qual paciente nunca usou tais elementos funcionais, nutracêuticos? Na obra Como viver mais e melhor – o que os médicos não dizem sobre sua saúde, de Linus Pauling, no capítulo 11, o autor afirma que “um exemplo de medicina ortomolecular é o tratamento do diabetes mellitus por injeção de insulina”.

Na portaria n° 40, de 13 de janeiro de 1998, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, ANVISA, publica uma tabela com “Níveis máximos de segurança de vitaminas e ou minerais” que supera bastante as tabelas de IDR (Ingestão Diária Recomendada), que até sofrem questionamentos, inclusive pelo Prêmio Nobel da Química, Linus Pauling. Os conceitos têm evoluído e sempre precisam ser revisados, pois tudo no universo é relativo e vive em constante aprimoramento, de acordo com a necessidade e evolução.

É primordial buscar a saúde no que a natureza nos oferece, fazendo da nossa alimentação uma dietoterapia e dos nossos hábitos de vida um caminho de auto-relização e harmonização. No entanto, há momentos em que uma dose terapêutica de um nutriente celular/molecular através da dieta, torna-se inviável por não podermos ingerir “quilos” de alimentos para ter esta ação. Como oferecer quantidades adequadas de cromo, vanádio, manganês, zinco, magnésio, niacina e biotina, importantes no controle glicêmico de pacientes diabéticos se esses sofrem restrições alimentares?

Oitenta por cento da nossa imunidade concentra-se no intestino, que também produz o hormônio do crescimento (Gh). Praticamente 90 % da serotonina – o neurotransmissor associado à alegria – é secretada no intestino. Logo, uma correta dietoterapia estimula naturalmente nossa imunidade, disposição e bom humor.

A glutamina, um aminoácido comumente prescrito em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva), estimula a proliferação de linfócitos (células de defesa), equilibra a permeabilidade intestinal e auxilia no equilíbrio ácido-base e no metabolismo da amônia (auxiliando na desintoxicação do organismo). O magnésio auxilia na prevenção de arritmias cardíacas, na hipertensão arterial, na osteoporose, na liberação de serotonina, dentre outros efeitos comprovados – um mineral também usado em UTIs. Os antioxidantes reduzem os radicais livres e as lesões celulares, causas e efeitos das doenças. Muitos benefícios têm sido observados cientificamente no mundo inteiro com a prática ortomolecular.

Outro exemplo: quanto de vitamina C necessitamos durante nossas 24 horas de estresse, para que ela cumpra o seu papel participando bioquimicamente em todas as etapas da síntese de todo colágeno do corpo, no auxílio da absorsão de ferro pelo intestino, na hidroxilação e síntese dos hormônios adrencorticais (estresse biológico), no estímulo da atividade leucocitária, na produção de interferon e de linfócitos (defesa do corpo), na manutenção da integridade das membranas celulares, na redução dos níveis de histamina (importante na alergia), no estímulo da lipase que reduz os triglicerídeos e da hidroxilase que forma ácidos biliares a partir do colesterol, na inbição da LDL-colesterol oxidada (evitando a aterosclerose e oclusão de vasos sanguíneos), na renovação da vitamina E, auxiliando na neutralização dos radicais livres que lesam as células.

As autoridades de Saúde deveriam dar uma atenção à terapia ortomolecular semelhante ao que vemos em relação a outras áreas, como a pesquisa de células tronco, também bastante importante na evolução de conceitos e tratamentos.

Diversos médicos utilizam diariamente tiamina, piridoxina e cianocobalamina no tratamento de lesões de celulas do sistema nervoso bem como no auxílio do tratamento de quadros de dor crônica (por exemplo: D.O.R.T.ou L.E.R.). Os cardiologistas já sabem que as próprias piridoxina (vitamina B6) e cianocobalamina (vitamina B12) associadas ao ácido fólico, reduzem os níveis sanguíneos da homocisteína (que também provoca aterosclerose).

Assim, sendo, um perspicaz agente da ciência deve analisar e pesquisar acerca de qualquer assunto antes de negá-lo como fato, afinal, é mais fácil mudar um rei do que mudar uma idéia ou um costume. Cumpre-se observar que os profissionais de saúde precisam tratar as pessoas de uma forma mais integral, buscando reunir valores morais e técnicos que realmente facilitem a cura e prevenção de doenças, a manutenção do estado de saúde e o aprimoramento do ser como um todo e, o paciente necessita conscientizar-se de que ele é o principal responsável pelo seu estado de saúde/doença, felicidade/tristeza e autorrealização/ignorância.

Saúde sem dengue

                                                                                                   

TODOS NÓS DESEJAMOS O FIM DA DENGUE. Diariamente, são noticiados casos graves da doença e as autoridades sanitárias bem como os profissionais de saúde têm lutado para tratar a sociedade, que carece de saúde. Possivelmente, a sua maioria já sabe como e quanto o mosquito e suas larvas devem ser combatidos e eu fico me perguntando: COMO PODEMOS MELHORAR A NOSSA SAÚDE PARA NÃO SOFREMOS COM TANTAS VIROSES E DOENÇAS?

 

Somos uma sociedade curiosa, que avança em tecnologia, comunicação e gestão organizacional, no entanto, vivemos, ainda, sob condições de saúde pública carente de excelência, ou melhor, de assistência. Falamos com o outro lado do mundo pelo computador, mas muitos não têm água limpa em casa para saciar a sede. A aglomeração de moradias, tanto verticais quanto horizontais, superlota as cidades, poluindo e desequilibrando o meio ambiente. Lixos acumulam febre, tosse e doenças graves. Como uma árvore produz seus frutos, todos nós temos a nossa participação ativa na sociedade, de alguma forma. Somos responsáveis pelo que acontece à saúde do meio ambiente. Somos parte do meio ambiente e o funcionamento do nosso corpo obedece às Leis da Natureza. As epidemias são produtos deste desequilíbrio causado por nós, a espécie inteligente deste ecossistema.

 

Quem sabe pudéssemos imaginar o corpo humano como uma cidade. Uma cidade não tem um controle exato de quem entra e quem sai. De alguma forma, se mantém exposta à presença de desconhecidos e nem, por isso, perde a sua magnitude e identidade, pois apresenta um sistema interior de auto-preservação. A cidade transborda vida e movimento, remodelando-se constantemente. Pode sofrer uma ação que abale à sua integridade, mas a sua presença no espaço é garantida. E quem rege isso? A interação entre quem a habita e o seu meio ambiente.

 

O nosso corpo humano é formado por diferentes habitantes, nossas células. Cada uma com suas funções e necessidades, reúnem-se em comunidades, como tecidos e órgãos. Uma inteligência interior rege estes processos e é capaz de manter um equilíbrio dinâmico do sistema. Tudo tem suas necessidades e o corpo precisa de matéria e energia para viver. Respirar, dormir, relaxar, movimentar-se, desenvolver-se, pensar, realizar, sentir, emocionar-se, interagir e alimentar-se são nossas necessidades básicas. E quando falamos de preservação e realização da vida humana, devemos nos lembrar de todas elas.

 

Sempre, de alguma forma, têm surgido nas sociedades as epidemias. Todos sabem da necessidade de promoção de saúde pública. Como parte integrante de uma cidade, de uma comunidade, cada um tem sua parcela de responsabilidade, pois até a física quântica tem demonstrado que não estamos separados – vivemos num campo de relações, possibilidades e interação. Tudo influencia tudo do seu jeito, mesmo o que parece estar distante aos olhos. Assim, cada um pode influenciar positivamente a saúde coletiva. Precisamos de maiores esclarecimentos de como o universo funciona, para colaborar com ações seguras e equânimes pelo bem maior da civilização. A saúde pública é causa e efeito da saúde individual. As leis que regem a saúde do universo do ser humano encontram-se na natureza.

 

Esta crise da dengue é uma oportunidade de acelerarmos os nossos processos de promoção de saúde, principalmente, individualmente – educação começa em casa. Não sei se esperar que outro faça o podemos fazer é inteligente. Também não sei se todos concordam que podemos buscar nos instruir mais sobre as leis que regem o universo do corpo humano, da mente e da natureza. Mas eu posso afirmar com segurança que se desejamos resultados melhores, devemos agir de forma diferente. Se você deseja melhorar a sua saúde e a da sua família, você pode aprender métodos simples e baratos para melhorar a sua qualidade de vida e bem-estar.

 

É possível que você tenha tomado, alguma vez, chá de limão e alho para tratar uma gripe, que já tenha ingerido laranjas e acerolas para melhorar a sua defesa orgânica, ou até, bebido suco de gengibre no tratamento de alguma inflamação da garganta. Sempre alguém tem uma receita caseira para tratar infecções. O melhor é que há substâncias nestes produtos naturais que têm propriedades farmacológicas – com ação terapêutica. O ovo, por exemplo, apresenta 13 vitaminas e minerais, proteínas de alta qualidade, gorduras insaturadas (saudáveis) e antioxidantes. A cisteína contida nele, numa dose apreciável, favorece a imunidade, ou seja, melhora a defesa orgânica do corpo. Será que se uma pessoa com infecção, debilitada, ingerir dois ovos por dia, por três a quatro dias, não vai se recuperar mais efetivamente? Não digo que passemos a comer ovo diariamente, pelos cuidados que devemos ter com as doenças por desequilíbrio do colesterol, mas de forma aguda, o riscoxbenefício da sua ingestão compensa e o alimenta de vitalidade.

 

O limão tem propriedades de promoção de saúde exuberantes. Em tempos de dengue, para aqueles que toleram bem a sua ingestão, como prevenção de doenças infecciosas, será que não caberia espremer uns dois por dia e tomar com ou sem mel, após uma refeição? Ingerir mais alho, cebola e gengibre no almoço também não melhora a defesa orgânica? Quem nunca ouviu falar dos benefícios do chá de cravo-da-índia nas viroses? Não é por menos que as especiarias valiam ouro no passado. Está mais que na hora das campanhas contra a dengue estimularem a sua promoção de saúde, esclarecendo como ingerir alimentos que nos fortaleçam mais por dentro. Por fora, o combate à doença tem sido bem divulgado, contra o vetor, mas a impressão que dá é que não podemos combatê-la por dentro também. A nossa cidade está sujeita a presença de agentes nocivos, mas a sua fortaleza vem da sua arrumação interior, vem de dentro. Arrume a sua casa, mantenha-a limpa e em harmonia e verá os belos frutos que colherá. Quem sabe possamos ver uma campanha com o dizer: “NO COMBATE À DENGUE, MELHORE SUA DEFESA ORGÂNICA”.

 

Tudo isto pode parecer para alguns, simples demais, mas calculando custos e benefícios, compensa e pode mudar as mórbidas estatísticas para melhor. Há anos, outros estados do Brasil, têm usado o tratamento médico homeopático também para a dengue e com resultados favoráveis. O que exatamente tem faltado às Secretarias de Saúde do Estado da Bahia para agir pró-ativamente neste sentido? A homeopatia existe há mais de 200 anos e já curou muita gente em epidemias na Europa.

 

Até quando vamos enterrar vítimas da dengue? Até quando vamos ignorar o poder da medicina natural como coadjuvante da convencional? Até quando vamos ver a doença separada dos doentes? Entendemos muito das doenças e podemos aprender mais sobre os doentes. Podemos tratar, e sei que muitos assim o fazem, os pacientes de dengue como seres humanos que estão doentes. E que isso possa se expandir para outras situações, humanizando-se de verdade a assistência à saúde. Os pacientes têm suas expectativas sobre seu atendimento e quando são recebidos nas unidades de saúde podem ser melhor ouvidos e assistidos. Sempre podemos mudar para melhor.

 

Assim como alguém procura um médico, sentindo o corpo arder em febre, e ainda com momentos de frio intenso, que lhe faz tremer a carne, este ser humano pode estar com medo do que venha a ter… Sentindo-se fraco como se escorresse suas forças pelas pernas, não sabemos o quanto ele vem suportando nos ombros o peso do seu mundo… Não sabemos também o tamanho da sua dor quando o vemos deitados num leito… E o melhor é que podemos aliviar o seu sofrimento e até oferecer um tratamento para que ele alcance a sua cura. Podemos apertar a sua mão para lhe oferecer mais segurança, olhar no fundo dos seus olhos, lhe desejando o melhor. Dizer palavras amigas, carregadas de otimismo e direção. O observador sempre influencia o observado. O nosso sistema orgânico de defesa, imunológico, interage profundamente com as nossas emoções, com os nossos sentimentos e pensamentos. Acreditar que algo é possível o torna mais realizável.

 

Sendo, assim, acredito que podemos melhorar o nosso sistema de saúde e combater com mais efetividade a dengue. Para isso podemos nos abrir mais a aprender o que há de benefícios naquilo que julgamos diferentes do convencional. Bem como aplicar na prática o que corresponde a ações integradas com as leis da natureza, os códigos de como o universo funciona, interna e externamente. FORTALEÇA-SE.

 

Lúcio Souza

Médico Homeopata, Ortomolecular, Neurolinguística

 

luciosaude@hotmail.com

 

19 de março de 2009.